Penteado bacana!!

agosto 22, 2011 at 9:01 pm Deixe um comentário

Sandy na Playboy: é possível ter prazer com propaganda?

A mais recente edição da revista Playboy deveria ter como destaque a nudez da bela apresentadora Adriane Galisteu, fotografada com requinte na costa italiana. Mas não foi isso que aconteceu. Uma pequena frase da cantora Sandy mobilizou a imaginação do Brasil em discussões intermináveis. E ninguém comentou a nudez da Galisteu. Foi como se um pequeno anúncio all type tivesse vencido o Grand Prix de Press em Cannes.

Você que é novo em propaganda nem deve saber o que é um anúncio all type — aquele tipo de anúncio que só tem letras. Não tem uma foto incrível de uma coisa que parece outra coisa; não tem uma analogia visual feita em computação 3D; não tem um cenário totalmente anacrônico e possível somente no photoshop; não tem um tag pra você fotografar com seu celular e concorrer a mais um pra-que-isso qualquer; não tem nada pra se olhar a não ser a tipologia. Saco, diria você. Mas é isso. O anúncio all type é a ideia vendedora na sua forma mais simples e espartana apresentada com síntese e fúria suficientes para acordar o leitor do torpor da mesmice editorial.

“É possível ter prazer anal” foi a frase que a Playboy delegou a Sandy e que ofuscou as fotos de appetite appeal da Galisteu. Foi o maior bafafá no Twitter e nas mesas de bar. Não houve redator júnior metido a engraçado no Brasil que não tenha formulado pelo menos uma piada com o assunto. Só que esse all type era fantasma.

A Playboy, outrora conhecida por seu excelente jornalismo e mulheres peladas idem, escorregou no quiabo geral. A entrevista na íntegra revela a má intenção dos editores. Ó só:

Playboy – Dizem que as mulheres não gostam de sexo anal. Você concorda com isso?

Sandy – Então… Não tem como não responder isso sem entrar numa questão pessoal. Mas, falando de uma forma geral, eu acho que é possível ter prazer anal. Sim, porque é fisiológico. Não é todo mundo. Deve ser a minoria que gosta.

Ou seja: Se a pergunta fosse “Dizem que os Serial Killers tem prazer sexual ao matar alguém. Você concorda com isso?” E a Sandy respondesse de forma similar, era bem capaz de lermos: Sandy alega que é possível ter prazer sexual com homicídio.

Além de economizar na qualidade jornalística, o pessoal da Playboy fez o pior tipo de propaganda. Apostaram tudo num atributo que o produto não oferecia, ofuscaram o seu feature principal (onde investiram pesado tanto em passagens pra Itália quanto em horas de photoshop) e terminaram a campanha perdendo seu principal valor estratégico de marca: a credibilidade.

Numa estratégia desesperada, Galisteu tentou pegar carona na polêmica, afirmando em entrevistas que a Sandy era legal por assumir seu apreço por receber o delivery pela entrada de serviço. Não deve ter lido a íntegra da entrevista pra falar uma coisa dessas. Mas aí ninguém mais tava prestando atenção porque o rating dos EUA caiu de AAA pra AA+, a bolsa caiu 8% num só dia e quem teve o tal prazer polêmico foi o Eike Batista que perdeu 27 bilhões numa só tacada.

Rodrigo Leão é sócio e diretor de criação da Casa Darwin

agosto 12, 2011 at 7:19 pm Deixe um comentário

Tangos & Tragédias no Auditório Ibirapuera

Camila Garófalo em 08/08/11

“Me deixaram acataléptico. É de se lhes tirar o chapéu. Exsudam aprazimento. Vejam enquanto eles estão perto. Vão longe.” (Millôr Fernandes)

Sbórnia é um país imaginário de onde vieram o Maestro Plestakaya e o Violinista Kraunus. Juntos, criam uma atmosfera de comicidade e teatralidade para apresentar seu espetáculo musical tomado pelo folclore sborniano, por canções brasileiras e por sucessos do pop internacional.

Tangos & Tragédias está em cartaz há 27 anos. Nos dias 12 e 14 de agosto é a vez do Auditório Ibirapuera receber a dupla que trata com humor grandes temas como: o amor impossível, a dor de cotovelo e outras tragédias do ser humano.

Para não deixar você de fora dessa apresentação de outro mundo, o Catraca Livre separou 5 pares de ingressos para o dia 12, sexta-feira às 21h, e outros 5 pares para o dia 14, domingo às 19h.

Participe!

Confira um trecho do espetáculo

 

 

 

agosto 10, 2011 at 3:01 pm Deixe um comentário

A fragrância do lucro no Brasil

Setor de perfumes movimenta mais de R$ 6 bi no País, colocando o mercado brasileiro na liderança global, mas marcas de luxo ainda querem ampliar presença

O Brasil assumiu uma curiosa liderança. Desde o ano passado, segundo a consultoria Euromonitor International, o mercado brasileiro tornou-se o maior consumidor de perfumes do planeta, tomando o posto antes ocupado pelos EUA. De US$ 4,55 bilhões movimentados em 2009, subimos a US$ 6 bilhões em 2010, sendo que os EUA consumiram US$ 5,3 bilhões. Na ponta do lápis, portanto, somos os mais cheirosos.

Apesar do bom momento, o mercado por aqui se concentra em marcas mais populares, pois o fator renda ainda impede que uma parcela significativa da população consuma perfumes mais sofisticados. Além disso, os impostos de importação barram a ampliação das vendas: hoje, os importadores pagam nada menos que 48% de impostos, o que encarece os produtos para alegria da indústria nacional. Quem pode, se abastece de perfumes importados no exterior ou lojas de aeroportos. Com isso, o segmento premium tem somente 7% de participação no varejo local. Dos outros 93%, quase 60% estão nas mãos das marcas Natura e O Boticário, sem mencionar o comércio miúdo e o tradicional contrabando.

Há ainda players que se posicionam no meio termo entre o luxo e os mais populares. Um exemplo é a marca francesa L’Occitane, que se define como uma marca de “masstige”, mistura de massa e prestígio. É uma das que não se intimidam com o domínio de empresas locais. “O País continua a atrair empresas internacionais que investiram pesado por aqui em 2010 e devem continuar investindo na categoria neste ano”, diz Marcel Motta, gerente de pesquisa da Euromonitor no Brasil.

Apesar das dificuldades do segmento, como sugere o ranking global, o Brasil está no radar das marcas de luxo, como atestou a visita recente do presidente da divisão de perfumes do Grupo Louis Vouitton Moët Henessy (LVMH). A divisão comandada por Alain Lorenzo – a LVMH Fragrance Brands – foi criada em 2010 e detém marcas como Givenchy, Kenzo, Pucci e Fendi.

Lorenzo desconversa quando o assunto o peso do grupo nos mercados nacionais, mas revela que na França está em torno de 10%, ao passo que na Alemanha, fica entre 1 e 2%. “Não existe marca que seja tão forte em absolutamente todos os países do mundo. Cada marca tem seu perfil geográfico”, diz ele.

As vendas de Givenchy, destaca o executivo, são mais expressivas na França, Rússia, Oriente Médio e América Latina. A Rússia, segundo a Euromonitor, deverá ultrapassar o Reino Unido no consumo de perfumes de luxo. Já a Kenzo vai bem na França, Rússia, América Latina, mas não no Oriente Médio e EUA. “O que sei é que no Brasil a Givenchy está em quinto lugar em fragrâncias. E Kenzo deve estar em sexto. São marcas muito boas, negócios muito grandes.”

Como categoria de acesso ao mercado de luxo, a indústria de fragrâncias tem preços menores que os de itens como roupas, bolsas e joias. Os anos de 2010 e o primeiro semestre de 2011 apresentaram retomada rápida de crescimento, após a crise iniciada em 2008 nos países ricos. Tanto que o interesse em estar nos mercados emergentes não decorre da crise nos tradicionais. “A razão para estarmos tentando nos desenvolver em países como Brasil e China é porque acreditamos que haja consumidores realmente interessados. Não deveríamos nos atrasar em chegar a esses países”, avalia Lorenzo.

A Rússia é outro exemplo utilizado pelo executivo: de um país com “mercado zero”, nos anos 90, hoje passou a ser o principal para a marca Givenchy, que, a propósito, não freou investimentos em 2009, lançando a versão The Secret do perfume Ange ou Demon, com campanha estrelada por Uma Thurman.

A intenção da LVMH e outros fabricantes estrangeiros é ampliar os negócios nos BRICs. No Brasil, são impulsionados pelo fato de que somente 40% dos perfumes consumidos são comprados localmente, 60% são adquiridos em duty frees e outros países. “A Argentina, por exemplo, é maior para a gente como mercado do que o Brasil, e isso não faz sentido.” Qual o motivo desse descompasso? “Os preços na Argentina são a metade do que são no Brasil.”

A estratégia da LVMH é ter equipes criativas específicas para cada marca, mas uma força de vendas comum, fortalecendo a presença de todas no mercado mundial. Na publicidade, Lorenzo aposta que toda campanha de perfume tenha de ter uma história para contar e o ponto de partida é o próprio nome do produto e seu perfil. Justin Timberlake, por exemplo, foi outra face famosa para Givenchy, no caso do lançamento de Play, inspirado no universo do mp3.

Quando a conversa retorna ao Brasil, Lorenzo conclui que a tributação é o grande empecilho. “No Brasil, o desenvolvimento do mercado de luxo nem começou. O seu início de fato será quando os impostos baixarem. Este país, na verdade, está subdesenvolvido no desenvolvimento do luxo, uma vergonha realmente.”

Revisão tributária

Especialista no segmento, o consultor Carlos Ferreirinha, da MCF, concorda com Lorenzo, mas prefere apontar nuances. Para ele, se o Brasil e os brasileiros conseguem consumir em quantidade mesmo diante do cenário injusto de impostos e taxas, se essas barreiras fossem melhoradas o potencial seria ainda maior. “O Brasil precisa de uma urgente revisão de impostos – cargas tributárias surreais e, sim, vergonhosas. Este não é um pedido e uma necessidade do segmento de Luxo, mas da economia brasileira, de todos os setores produtivos”, defendeu.

Movimentos do varejo 

Ainda que os impostos dos importados não deem sinal de recuo, o LVMH, dono de parte da rede de lojas Sephora, prepara a abertura de lojas da marca no Brasil. Ano passado, a Sephora comprou 70% da Sack’s, loja online de perfumes e cosméticos de grife. Segundo André Montenegro, da Sack’s, o momento é de migração no site da marca Sack’s para a Sephora e definição dos pontos onde serão inauguradas as quatro lojas previstas para 2012, no eixo Rio-São Paulo. O site, que segundo ele recebe quatro milhões de visitantes por mês, vai continuar existindo. “Com certeza, a Sephora vai se beneficiar muito da audiência do site, inclusive fazendo campanhas, em que a gente estimule no site a visita às lojas, para viverem a experiência do que é comprar numa loja da Sephora”, diz.

Menos impostos possibilitariam, de acordo com os executivos, a abertura de mais lojas e unidades de tamanho no mínimo duas ou três vezes maior do que o das atuais. Além, claro, da vinda de novas marcas. Neste aspecto, Montenegro promete para o Natal deste ano a Sephora Collection. E, para 2012, a Hello Kit for Sephora, marca de maquiagem e perfumes de alto luxo (o perfume Hello Kit é o mais vendido nas lojas Sephora hoje, nos EUA, segundo o executivo).

agosto 8, 2011 at 9:07 pm Deixe um comentário

Uma mensagem para o futuro

Embora tenha recebido só um bronze, considero este um dos melhores cases do Direct Lions deste ano. Isso porque, sensibilizar as pessoas a ter um plano de aposentadoria é sempre um grande desafio. Ninguém quer pensar muito no futuro. Não é a toa que o benefício imediato do desconto no IR é o argumento de venda mais usado em nosso país.
Mas esta campanha da AMF, empresa de fundos de pensão da Suécia, conseguiu tornar o futuro algo presente e muito excitante. Como? Aplicando o mesmo princípio das redes sociais, projetado 20 anos à frente.

Através de banners, as pessoas foram convidadas a enviar mensagens para familiares e amigos. E estas mensagens só poderão ser abertas em 2030! Os destinatários recebem um comunicado identificando a pessoa que enviou a mensagem e fornecendo o código que deverá ser usado depois de 20 anos para acessar seu conteúdo. O site da AMF oferece algumas sugestões para a pessoa guardar o código: fazer uma tatuagem, gravar em um vaso ou em uma jóia. Ou ainda, trocar o código pelo número do seu seguro social. Pronto. A conexão foifeita, o buzz gerado e o pensamento no futuro ficou vinculado à AMF e seus fundos de pensão.

Para mais detalhes, o case ainda está disponível no http://www.canneslions.com/work/direct/entry.cfm?entryid=25340&award=4

agosto 5, 2011 at 3:47 pm Deixe um comentário

O suicídio do astronauta

Por Carlos Merigo

Criada por Sara Phillips, Neil Dacosta Retouching e Saskia Thomson, a série de fotos Astronaut Suicides representa a notícia mais triste do ano até agora.

O fechamento do programa de ônibus espaciais da NASA coloca fim a uma era, e mais do que deixar os astronautas sem emprego, nos deixa sem perspectiva de descobrir o que realmente importa na vida.

Veja toda a série em astronautsuicides.com

agosto 4, 2011 at 3:21 pm Deixe um comentário

Em pouco mais de um mês, o Google+ – a nova e grande aposta do Google no cenário das redes sociais – já conseguiu a marca de 25 milhões de usuários. É a primeira vez que uma comunidade virtual consegue um alcance tão amplo em tão pouco tempo, segundo os dados da consultoria ComScore, divulgados nessa terça-feira, 2 de agosto, pela Reuters.

 

 

 

 

Segundo o estudo, até o último dia 24 de julho, o Google+ já havia atingido a marca de 25 milhões de visitantes únicos e vinha conseguindo uma média de um milhão de novos usuários por dia. Para efeitos de comparação, o Facebook – a maior rede social do mundo – demorou três anos para conseguir alcançar um total de 25 milhões de visitantes. O microblog Twitter levou dois anos e meio para atingir a mesma marca.

Por enquanto, a grande maioria das pessoas cadastradas no Google+ vivem nos Estados Unidos (6 milhões de usuários). Os indianos também parecem interessados em conhecer a nova rede social do Google: 3,6 milhões deles já visitaram o Google+. Canadá e Grã-Bretanha colaboram com o crescimento da rede com um milhão de usuários cada um. No Brasil, 780 mil pessoas já visitam a nova rede social.

A ComScore alerta, entretanto, que um bom começo nem sempre significa uma vida próspera para uma rede social. O MySpace, por exemplo, possuía 25 milhões de usuários em menos de dois anos, porém, não conseguiu manter sua comunidade por muito tempo, que migrou para o Facebook, Twitter e outras comunidades concorrentes.

agosto 4, 2011 at 3:13 pm Deixe um comentário

“Game Over” para a economia mundial

Eduardo Campos
Valor Econômico – 03/08/2011

A derrocada das bolsas e a queda nas taxas de juros em âmbito global no pregão de ontem são um sinal claro de “game over” (fim de jogo): as esperanças quanto a um crescimento mais firme da economia mundial foram abandonadas.

E boa parte dessa percepção, que culminou na movimentação de ontem, pode ser creditada ao circo político americano envolvendo o teto do endividamento federal. Assunto banal que ganhou repercussão inimaginável (pensamos em “default” e rebaixamento de nota soberana americana!) dentro de uma dissociação política há tempos não vista nos Estados Unidos.

Conforme notou o vice-presidente de tesouraria do Banco WestLB, Ures Folchini, toda essa discussão sobre o endividamento americano tirou da sombra o fato de que os EUA serão obrigados a fazer um ajuste em suas contas.

“Os políticos americanos trouxeram luz para um problema que não estava no foco. As atenções até então estavam voltadas à crise na Europa. Agora, cai a ficha de que a situação fiscal dos EUA não pode ficar como está “ad eternum”", diz Folchini.

E essa necessidade de corte de gastos, como bem evidenciada pelas discussões e pelo projeto final sobre o teto da dívida, vai limitar as chances de crescimento da economia americana no curto prazo (curto prazo aqui são alguns anos).

O problema, segundo Folchini, é que esse ajuste fiscal se processará em cima de uma economia que já está bastante fragilizada. O Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro semestre, bem como a atividade industrial e os gastos do consumidor confirmaram isso.

E essa mesma necessidade de ajuste limita o raio de ação do governo americano para tentar estimular a atividade. O lado fiscal está fora do baralho, sobra o Federal Reserve (Fed), banco central americano, com a emissão de mais dinheiro ainda. Embora a efetividade de tal estratégia seja questionável.

Segundo um estrategista que prefere não se identificar, o Fed sabe que se injetar ainda mais liquidez nos mercados pode ver o preço das commodities, em especial do petróleo, voltar a disparar. “O Fed já viu isso acontecer e corroer o crescimento que se desenhava no começo do ano”, disse.

Soma-se ao fator americano, a crise na Europa, onde a necessidade de se equalizar dívida também representa uma barreira ao crescimento.

Para esse mesmo estrategista é questão de dias até a dívida da Itália explodir. Já foi dito, mas não custa repetir: o país tem de rolar € 115 bilhões em agosto e setembro. No quarto final do ano vencem outros € 67,5 bilhões.

Temperando todo esse noticiário triste sobre as economias dos EUA e Europa estão anúncios e mais anúncios de demissões. Recentemente, mais de 20 grandes empresas, como HSBC, Merck e Lockheed Martin anunciaram cortes. Por cima, mais de 80 mil postos de trabalho foram eliminados.

Como os pacotes de estímulo tentados até agora não tem mostrado eficiência, esse estrategista aponta que os mercados estão “à deriva”.

Para esse especialista, estamos assistindo a uma ruptura, uma mudança estrutural.

“Talvez tenhamos de aceitar esse ajuste e entrar em uma nova situação econômica. Os EUA terão de reinventar sua economia. Eles terão de crescer sem consumo e alavancagem”, diz.

Essa percepção de menor crescimento e, consequentemente, juros baixos “para sempre” apareceu primeiro no mercado de juros. A taxa de retorno do papel de 10 anos da dívida americana caiu a 2,61%, menor leitura desde meados de novembro do ano passado. As taxas dos títulos de dois e 30 anos também afundaram.

Por aqui, os juros futuro seguiram tal movimento, como bem mostra o gráfico abaixo, que traz o contrato para janeiro de 2013.

A propósito, tudo isso reforça a ideia de que a Selic deve mesmo ficar em 12,50% ao ano.

Eduardo Campos é repórter

agosto 3, 2011 at 5:52 pm Deixe um comentário

Proposta de casamento como você nunca viu

agosto 3, 2011 at 2:16 pm Deixe um comentário

Não estacione!! Não estacione!!

agosto 2, 2011 at 9:20 pm Deixe um comentário

Posts mais Antigos



Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.